terça-feira, 10 de agosto de 2010

linda poesia que achei...


SELVAGEM E LIVRE, EU BRUXA


A bruxa que existe em mim sou eu em espiral
Entre mim e o amanhã, morrendo e nascendo.

A bruxa que sou
Nina o ventre em cada menstruação
E reverencia a Deusa Mãe a cada lua que nasce
A cada lua que se vai.
Deus, é o Sol num fluxo de estações
Germinando as sementes no útero da Terra.

A bruxa que em mim habita
Alimenta o fogo com suas sementes e folhas
E recolhe mensagens ao vento.
Eu bruxa escuto o pio das corujas
E com eles antevejo o amanhecer.
Das flores o firmamento e a efemeridade

dormem em meio seio
Então sou donzela, mãe e anciã.
As marcas eternas nas mãos
As águas dos rios em minha Terra
Correm em abundância

e marcam cada face de minhas marés.

Eu Bruxa estou a devorar o tempo
E acalmar a ventania
Marcando as luas e os sóis na roda da vida
Selvagem e livre.


(Aondê Airequecê - Nov/2008)
retirado do  blog " Poesia pagã"

quarta-feira, 23 de junho de 2010

A mulher e a Lua
A palavra “menstruação” vem do latim mens e significa “lua” e “mês”. A primeira forma de medir o tempo foi pelo ciclo menstrual das mulheres. A sincronia entre o ciclo lunar e o menstrual refletia o vínculo entre as mulheres, a Lua e as deusas da fertilidade. O poder da mulher vem de seu sangue, e por isso ela não deve desprezá-lo, mas considerá-lo sagrado. O sangue menstrual     liga a mulher ao poder da Criação.
Com o advento das sociedades patriarcais, o sangue menstrual passou a ser visto como sujo e maligno, o que não deixa de ser irônico, visto que o sangue menstrual é o maior indicativo da fertilidade de uma mulher.
A escritora Mirella Faür diz: “Enquanto que nas sociedades matrifocais as sacerdotisas ofereciam seu sangue menstrual à Deusa e faziam suas profecias durante os estados de extrema sensibilidade psíquica da fase menstrual, a Inquisição atribuía a esse poder oracular a prova da ligação da mulher com o Diabo, punindo e perseguindo as mulheres ‘videntes’. E assim originaram-se os tabus, as proibições, as crendices e as superstições referentes ao sangue menstrual”.
E continua: “Infelizmente, milênios de supremacia e domínio patriarcal despojaram as mulheres de seu poder inato e negaram-lhe até mesmo seu valor como criadoras e nutridoras da própria vida. reduzidas a meras reprodutoras, fornecedoras de prazer ou de mão-de-obra barata, as mulheres foram consideradas incompetentes, incapazes, desprovidas de qualquer valor e até mesmo de uma alma!”.
“Em vez dos antigos rituais de renovação e purificação (…), a mulher moderna deveria disfarçar, esforçando-se para continuar com suas atribuições cotidianas, perdendo o contato e sintonia com seu corpo e com a energia da Lua. O resultado é a tensão pré-menstrual, as cólicas, o ciclo desordenado, o desconhecimento dos ritos de passagem e dos mistérios da mulher”.
É complicado para as mulheres que moram em grande cidades se adaptar a esse ritmo. Nos afastamos tanto da Natureza que acabamos até mesmo ficando confusas com relação ao nosso corpo. Não deveríamos temer o natural, mas o que nos é imposto artificialmente.
Preocupamo-nos demais com consumismos e modismos e nos esquecemos de nosso poder como mulheres. Devemos retomar os antigos conhecimentos, estudar os antigos mitos lunares e reconhecer o poder mágico de nosso ventre.     Desta forma, podemos nos reconectar à essência primordial de nossas vidas naturais.

Mediaeval Baebes - Come My Sweet

quarta-feira, 17 de março de 2010

Nome Mágico

Muitas pessoas tem me escrito perguntando sobre o Nome Mágico... 

"O ato de dar um nome diferente para alguém que passa por uma cerimônia sagrada está presente em muitas culturas. Isso representa a separação do eu mundano, aquela parte de nós que usamos no dia-a-dia, do Eu mágico, a parte de nós usada quando praticamos magia. 

No ritual de Dedicação ganhamos um novo nome, um Nome Mágico. Esse é o nome pelo qual seremos reconhecidos na comunidade Pagã e dentro do Coven. 

O uso e a escolha de um nome mágico apropriado nos dá a possibilidade de resgatar o poder sobre nós e sobre nossa identidade. 

Esse nome deve descrever quem a pessoa é e o que ela deseja ser ou se tornar. Na realidade o Nome Mágico reflete a natureza da pessoa. 

Sendo assim não deve ser escolhido aleatoriamente.Esse nome deve descrever a força, o interior, a visão de mundo da pessoas que o está escolhendo. 

Existem 3 tipos de nomes distintos; 

O Nome da Arte : aquele nome que recebemos quando passamos pelo ritual de Dedicação. É um nome público. 

O Nome de Círculo ou Coven: o nome que pode ser conhecido pelos membros do Coven ao qual pertencemos e é o nome pelo qual somos chamados quando estamos dentro do Círculo Mágico em nosso Coven. 

Nome Iniciático, Secreto ou Mágico: é o nome que recebemos em nosso Ritual de Iniciação e que deve ser mantido em sigilo. Só conhecido por nós e pelos Deuses e às vezes pela sacerdotisa e/ou sacerdote que nos iniciou. 

O primeiro passo para a escolha do nome é prestar atenção em sua personalidade. 

· Quem você é? 
· No que acredita? 
· O que deseja atrair para sua vida? 
· Com quais cores, animais, flores ou outros elementos da natureza sente alguma relação profunda? 
· Possui alguma ligação ou gosto pessoal por alguma Deusa ou Deus? 

Baseado nessas indagações, procure por um nome que realmente tenha a ver com você e referências em inúmeras fontes: 

· Natureza 
· Cores 
· Animais 
· Deusas e Deuses 
· Mitos 
· Ervas, árvores e plantas 
· Pedras 
· Planetas 

Se mesmo com essas dicas, você ainda sente dificuldade em criar ou escolher seu Nome Mágico ou não deseja um em Português, tente listas, com nomes de diferentes culturas." 
Fonte: Adaptado do livro: Coven - criando e organizando seu próprio grupo - Claudiney Prieto